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VISKALDIX
(Biogalênica Química e Farmacêutica Ltda. Produtos Ciba Geigy)
Composição
Cada comprimido contém: pindolol 10 mg; clopamida 5 mg.
Indicações
Tratamento da hipertensão arterial.
Contra indicações
Devidas ao pindolol: asma brônquica, insuficiência cardíaca refratária, a digitálicos, cor pulmonale, bradicardia acentuada, bloqueio atrioventricular do segundo e terceiro graus. Devidas a clopamida: glomerulonefrite aguda, insuficiência renal ou hepática graves, hipopotassemia severa ou resistente a terapia; hipersensibilidade as sulfonamidas ou a seus derivados (a clopamida é um derivado da sulfonamida); hipercalcemia; moléstia de Addison, gravidez (a administração de diuréticos do tipo tiazida deve ser evitada durante a gestação).
Precauções
Pacientes com insuficiência cardíaca incipiente ou manifesta devem ser digitalizados convenientemente antes do tratamento com Viskaldix. Devido a sua atividade simpatomimética intrínseca normalmente o pindolol não ocasiona alterações significativas na função pulmonar em pacientes com tendência a broncoespasmo devido a doença pulmonar obstrutiva crônica não asmática. No entanto, como com qualquer betabloqueador, um efeito broncoconstritor não pode ser totalmente excluído e betabloqueadores não devem ser administrados a pacientes com história de asma brônquica. No entanto, se ocorrer broncoespasmo, devem ser tomadas medidas terapêuticas adequadas (ex.: beta-2 estimulantes, derivados da teofilina). É necessário monitorizar cuidadosamente a função cardiovascular durante a anestesia geral em pacientes tratados com betabloqueadores. Quando for necessário a interrupção do betabloqueio antes de uma anestesia geral, a dose de Viskaldix deve ser reduzida progressivamente. É menos provável que o pindolol produza hiperexcitabilidade de rebote dos betarreceptores, após cessação abrupta do tratamento crônico, do que betabloqueadores sem ASI. Todavia, se for considerada necessária a interrupção do tratamento, é aconselhável a redução progressiva da dose de Viskaldix. Se os pacientes com feocromocitoma forem tratados com betabloqueador (pindolol), este deve ser sempre administrado com um alfabloqueador. O tratamento com betabloqueadores freqüentemente está associado com um agravamento dos sintomas preexistentes de doença vascular periférica. Todavia, devido aos efeitos simpatomiméticos do pindolol mediados a nível de receptores vasculares beta-2 (vasodilatação), os efeitos colaterais vasculares periféricos (extremidades frias) são raramente encontradas no tratamento com Viskaldix. Os níveis de potássio devem ser monitorizados em pacientes com insuficiência renal ou hepática, bem como os níveis de ácido úrico em pacientes portadores de gota. Deve-se ter cuidado quando betabloqueadores são administrados a pacientes recebendo tratamento antidiabético, uma vez que a hipoglicemia durante jejum prolongado pode ocorrer e alguns de seus sintomas (taquicardia, tremor) mascarados. No entanto, os pacientes podem ser treinados em reconhecer a sudorese como principal sintoma da hipoglicemia durante o tratamento com betabloqueadores. Hiponatremia dilucional pode ocorrer no calor em pacientes edematosos tratados com Viskaldix. O tratamento mais adequado é restrição de ingestão de água e não a administração de sal, exceto em casos raros quando a hiponatremia representa risco de vida ao paciente. Em casos de verdadeira depleção de sal, o tratamento de escolha é a reposição pelo íon adequado. Viskaldix não deve ser administrado a mulheres durante a lactação em vista da possibilidade de hipersensibilidade a sulfonamidas (devido a clopamida) na criança. Uma vez que tontura ou fadiga podem ocorrer durante o início do tratamento com medicamentos anti-hipertensivos, os pacientes devem ter cuidado na condução de veículos ou operação de máquinas, até ter sido determinada sua reação individual ao tratamento. Como todos os medicamentos, Viskaldix deve ser mantido fora do alcance de crianças. - Interações medicamentosas: tem sido demonstrado que o uso concomitante de betabloqueadores por via oral e antagonistas de cálcio podem ser úteis no tratamento de hipertensão, no entanto, deve-se evitar a injeção intravenosa de bloqueadores de cálcio. O tratamento oral simultâneo com bloqueadores de cálcio requer uma monitorização cuidadosa, especialmente quando o betabloqueador (pindolol no Viskaldix) for combinado com um antagonista de cálcio do tipo verapamil. Como os diuréticos do tipo tiazida diminuem o "clearance" renal do lítio, a dosagem do lítio deve ser reduzida e os níveis plasmáticos do mesmo devem ser monitorizados durante o tratamento simultâneo com Viskaldix e preparações do lítio. Os corticosteróides e medicamentos antiinflamatórios não esteróides (AINEs) podem diminuir a excreção de sódio e água de modo que sua co-administração com Viskaldix pode requerer uma dose adicional de um diurético. O efeito de anticoagulantes por via oral pode ser reduzido pelos diuréticos tiazídicos.
Reações adversas
Viskaldix é de um modo geral bem tolerado, ocasionalmente são observados: tontura, fadiga, distúrbios gastrintestinais, distúrbios do sono (similares aos observados com outros betabloqueadores e suas associações). Estes efeitos colaterais são na maioria dos casos leves e transitórios. Reações cutâneas e sintomas psíquicos (depressão, alucinações), necessitando da interrupção do tratamento são raramente observados. Foram observados em casos isolados trombocitopenia e leucopenia durante o tratamento com diuréticos tiazídicos. - Conduta em casos de dosagem excessiva: sintomas: bradicardia, náusea, vômitos, distúrbios ortostáticos, síncope, hipopotassemia e os distúrbios que a acompanham. Tratamento: no caso de dosagem excessiva ou hipersensibilidade a betabloqueadores (muito raro), 0,5-1,0 mg (ou mais) de sulfato de atropina deve ser administrado por via intravenosa. Se necessário com a finalidade de estimular os receptores beta-adrenérgicos, poderá ser administrado cloridrato de isoprenalina por injeção endovenosa lenta, iniciando-se com aproximadamente 5 g/min até ser obtido o efeito desejado. Em casos refratários poderá ser considerada a administração intravenosa de 8-10 mg de glucagon; a injeção poderá ser repetida em 1 hora e, se necessário, seguida por uma infusão endovenosa de 1-3 mg/hora. O paciente deverá estar sob monitorização contínua durante qualquer um dos procedimentos acima descritos. Se indicado, o balanço eletrolítico deverá ser restabelecido.
Posologia e modo de usar
Inicialmente 1/2 a 1 comprimido ao dia ao desjejum. Se a pressão arterial não diminuir satisfatoriamente após 2 a 3 semanas, poderá ser administrado um segundo comprimido de preferência ao almoço. Nos casos resistentes deverá ser considerada a adição de um vasodilatador. Crianças: não existem relatos sobre o emprego de Viskaldix em crianças. Pacientes geriátricos: não existem evidências de que a posologia ou a tolerância de Viskaldix seja afetada pela idade avançada, no entanto devido ao componente diurético os pacientes idosos devem ser avaliados cuidadosamente, uma vez que fatores algumas vezes associados ao envelhecimento, tais como, dieta pobre ou função renal comprometida podem indiretamente interferir na posologia ou na tolerância.
Apresentação
Embalagem com 20 comprimidos.
| SKU | 7896261002975 |
|---|---|
| Fabricante | Novartis |
| SAC do Fabricante | 0800-8883003 |
| Princípio Ativo | Pindolol, Clopamida |
| Advertência Anvisa |
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